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Uma Au Pair + 4ª Host Family = novela mexicana !

Nunca na história deste país, uma Host Family demorou tanto no perfil de uma au pair !
Para os que estavam curiosos e na torcida eis a minha novela, digo trajetória com minha quarta family:

13/03/2014 – 16:50 (quinta-feira)
Família entra no meu perfil, e com perfil incompleto e nenhum contato por quatro dias.
18/03/2014 – 15:00 (terça-feira)
Ligação para Cultural Care, notificando-os sobre a situação e solicitando que a família entrasse em contato e que o perfil deles estava incompleto.
19/03/2014 – 13:24 (quarta-feira)
Email da Host Mom solicitando uma conversa para o final de semana, domingo (23/03) as 18:00 h – horário no Brasil. Observação: perfil preenchido, exceto carta para Au Pair.
21/03/2014 – 09:00 (sexta-feira)
Colocação de cinco fotos das crianças no perfil da família. Mandei um e-mail para Host Mom elogiando as kids, e realmente eles são lindos ! Ela respondeu dizendo que achava o mesmo ! rs
23/03/2014 – 19:42 (domingo)
E-mail da Host Mom avisando que não poderia realizar o Skype, pois estavam presos nas montanhas e que não chegariam a tempo. Ligação remarcada para segunda-feira (24/03), as 20:00 h no Brasil.
24/03/2014 – 21:59 (segunda)
E-mail da Host Mom avisando que não conseguiu ligar do celular da empresa e atrasaria nossa conversa para 23:00 h no Brasil. Solicitei que transferíssemos para o dia seguinte, pois ficaria tarde para mim, pois eu precisava acordar cedo para trabalhar no outro dia.
25/03/2014 – 21:00 (terça-feira)
Ligação da Host Mom no telefone fixo da minha casa, conversa de 05 minutos. Ela perguntou sobre meu trabalho e minha experiência com crianças. Perguntou se eu preferia conversar por Skype e marcamos para sexta-feira (28/03) as 22:00 Skype com toda família antes deles viajarem em férias para Florida.
Enviei um email agradecendo a conversa e pedindo desculpas pelo meu inglês, aproveitei e fiz algumas perguntas por email sobre alimentação, roupas (lavanderia) e limpeza da casa. E-mail respondido no dia seguinte.
28/03/2014 – 21:44 (sexta-feira)
Email da Host Mom informando que não poderia realizar Skype devido a viagem no dia seguinte pela manhã e que tinha vários afazeres para terminar antes da viagem e solicitando que reagendássemos para próxima semana de acordo com a minha disponibilidade.
(Não respondi o e-mail de imediato, por conta da minha frustração por mais um cancelamento). As 22:00 ela ligou na minha casa, pedindo desculpas e confirmando se eu havia recebido e-mail - aí fui surpreendida e amenizou um pouco a minha frustração. Perguntou quando poderíamos falar, eu disse que o melhor seria na segunda-feira (31/03) pois no decorrer da semana ficaria difícil para mim. E marcamos para segunda-feira no mesmo horário Skype, possivelmente somente com ela e o marido pois as crianças estariam dormindo neste horário.Encaminhei no domingo, algumas perguntas sobre as crianças, sobre a profissão e hobbies dos pais e sobre direção.
31/03/2014 – 22:00 (segunda-feira)
Nenhum contato, nenhum e-mail, nenhuma satisfação.
01/04/2014 – 10:03 (terça-feira)
A Host Mom enviou seguinte e-mail:
“Hi! Yes kids are very very social and love other kids and have tons of friends! I will answer all questions when we get back next weekend and let's try to skype next Sunday April 6 th!”
Nenhum satisfação sobre o "bolo" que ela me deu e nenhum pedido de desculpas. Skype agendado para o domingo (06/04) as 13:00 h.
02/04/2014 – 11:40 (quarta-feira)
Email da CC de Boston perguntando como estava as tratativas com a família e seu tinha gostado deles. Fui sincera, disse que estávamos trocando email mas não tinha feito Skype por indisponibilidade da família e somente através do Skype eu poderia tomar uma decisão sobre eles. Ela respondeu dizendo que entraria em contato com a família para confirmar o Skype de domingo e saber se eles tinham interesse no meu perfil.
Não tive resposta ainda !
06/04/2014 - 13:00 (domingo) 
Pontualmente as 13:00 h eles me adicionaram no Skype e conheci toda família, até o cachorro (pensei comigo, sim ! eles existem). Conversei a maior parte do tempo com as crianças, durou 30 min. Gostei ! Combinamos de trocar e-mails com perguntas e agendamos outro Skype para a quarta-feira (09/04), e novamente, pontualmente as 22:00 eles estavam lá, desta vez a conversa flui melhor, conversei mais um pouco com as crianças mais velhas e lá se foi mais meia hora de conversa. Deste dia então começamos trocar e-mails, fiz várias perguntas e a cada resposta me convencia de que eles seriam uma boa família.
No dia (14/04) respondi as perguntas dela e disse que não tinha mais perguntas e que eles seriam uma boa família para mim caso me quisessem como Au Pair deles (oferecida né rs). Ela agradeceu e disse que entrariam em contato o mais breve. Mandaram um email desejando feliz Páscoa (achei fofo), mas infelizmente, hoje (22/04) nossa história terminou de forma triste e feliz.
Vi que eles tinham saído do meu perfil pela manhã, e logo em seguida recebi email da CC de Boston avisando que a família tinha optado por outra Au Pair.


Não fiquei surpresa, não chorei, não me abalei, até porque meu psicológico estava preparado para as duas situações: de match ou de dispensa, mandei email para CC e para Host Mom pedindo um feedback, estava tranquila até que.....
....recebi email da Host Mom que me fez cair em lágrimas, mas lágrimas de alegria !


Ela disse para acreditar quando disseram que amaram falar comigo, que foi uma escolha difícil para eles, que as crianças perguntaram se não poderiam ter duas Au Pairs e que eu iria encontrar uma família maravilhosa.
Agradeci as palavras dela e disse estava chorando, de felicidade. Ela respondeu em seguida e disse que também chorou ao ligar para a CC ao tomar esta decisão, pediu para mantermos contato.

Total de dias no meu perfil: 39 dias
Total de emails trocados: aproximadamente uns 90 e-mails

E assim encerrei minha historia com esta família, que no inicio não criei muitas expectativas pelo perfil incompleto e dos vários imprevistos que surgiram, mas depois do primeiro Skype comecei a pensar neles como minha host family, me encantei com a crianças, com o lugar - mesmo tendo consciência de que eles poderiam escolher outra Au Pair. 
Extraí muita coisas boas desta experiência e que me fizeram tomar atitudes positivas para minha vida: retornei a natação, tornei-me mais confiante ao dirigir e comecei a praticar mais, falar e praticar mais inglês - sem medo de sem feliz e entender que os americanos não são como nós brasileiros, não pensam e não agem da mesma forma (não é mesmo Duda ?! rs) e que eles são mais importantes para nós, do que nós para eles.

Preciso controlar minha ansiedade que me consumiu nas últimas semanas, meu coração palpitava cada vez que tinha um email novo na caixa de entrada e que não vale a pena e somente traz cabelos brancos (alias, tenho vários por sinal) porque o que é nosso, esta guardado e Deus sabe o momento certo, basta confiar.

É isso meninas ! É a vida, vida de Au Pair !
Beijos e até a próxima :)

Confissões de um namorado de uma (futura) Au Pair

Olá pessoal! Hoje teremos uma publicação um tanto quanto diferente, aqui quem vos escreve é o Bruno, namorado da futura au pair Amanda. Isso mesmo, estou invadindo o blog do meu amor para colocar o meu ponto de vista sobre essa decisão tão importante que ela fez. Vou falar um pouco sobre mim, minha experiência como intercambista e minha visão sobre a decisão da Amanda. Apenas para a ciência de todas, a Amanda esta ciente dessa publicação, não vão brigar comigo, tivemos essa ideia depois de um comentário de uma menina que estava pensando em ser au pair e gostaria de saber o que o namorado da Amanda achava disso.

Vamos lá...

Olá, eu sou o namorado da Amanda, eu sou a pessoa que está sendo deixado de lado por causa do au pair (brincadeira em amor). Tenho 26 anos, trabalho na área de vendas, eu comercializo partes e peças para equipamentos portuários. Domino os idiomas Inglês, Alemão, Espanhol e sei falar um pouco de Português (mas ainda erro muito). Sou formado em Relações Internacionais e Comércio Exterior e atualmente estou fazendo pós em Gestão Empresarial com ênfase em Marketing. Olha, isso foi quase que um currículo em, então aparecendo uma vaga de emprego por ai para ganhar uns 20 mil por mês, pode me indicar!

Deuschtland, Germany, Alemanha!!!


No período de 2005 à 2006 tive a oportunidade de morar como um intercambista na Alemanha, na casa de uma família voluntária. Viajei pela ONG chamada AFS (American Field Service), que por sinal é uma ótima agência para viajar, ela é paga, mais cara que um au pair, mas eles também disponibilizam bolsas de estudos, mas ai só se informando no site mesmo. Indico essa para pessoas com menos de 18 anos! Por sinal, eu fui viajar quando tinha 18 anos, completei 19 lá fora. Agora vocês talvez possam estar pensando: “Por que Alemanha?” e eu respondo: “Porque não!”. Na realidade eu nunca imaginei aprender alemão e muito menos conhecer a Alemanha, mas dentre minhas opções na época, optei por pegar um país mais diferente.

                                       

Lembro-me que meu pai era contra a minha viagem, não que ele fosse me impedir, mas ele tentava me persuadir a não ir viajar, em certo momento ele disse “Se você ficar, eu te dou um carro zero!”, mas não pensei duas vezes em responder que não, que eu estava decido em ir viajar. Já minha mãe e minha irmã, apesar na dor no coração, sempre me apoiaram muito.

Meu intercâmbio teve muitos altos e baixos, muitos momentos de muita felicidade e muitos momentos de tristeza. Quando cheguei na Alemanha, tive que ficar em uma família provisória, pois a AFS ainda não tinha encontrado uma família definitiva para mim. Assim permaneci um mês com uma família que ficava no sul da Alemanha (na cidade de Georgensgmünd), que por sinal já estavam com outro intercambista dos USA. Agora vem o momento que posso ser criticado negativamente meninas não vou mentir, eu odiei esse cara dos USA, o nome dele é Niki, ele foi a única pessoa da família que me recebeu muito mal, acho que ele se sentiu enciumado, como se eu quisesse tomar o lugar dele na família, ele me tratou muito mal o período que fiquei lá, mas com exceção disso meu período foi de muita alegria, me diverti muito com a família, mas em um certo momento, tive que ir embora. Acabei eu mesmo encontrando uma família para mim. Essa família que eu encontrei era de uma alemã que eu tinha conhecido no Brasil (ela também tinha vindo com a mesma ONG para ficar um ano), entrei em contato com ela, e a família se mostrou interessada em me receber.


Foi nesse período do meu intercâmbio que encontrei a maior parte dos momentos tristes. Na família era a minha “irmã”, a qual eu me dava bem, o meu “pai” que era uma pessoa muito legal, e a minha “mãe” que era quem eu tinha muitos dos meus problemas. A hostmother era uma pessoa muito difícil de lidar, ela trabalhava durante o dia dando aula de “Nordic walking” (vocês podem pesquisar, mas é uma das coisas mais desnecessárias que já vi, isso é basicamente uma caminhada com dois tacos na mão, essa é apenas minha opinião em) e em algumas noites ela trabalhava em um hospital durante a madrugada. Ela era uma pessoa muito estressada, e descontava muito desse stress sobre mim. De jeito nenhum eu conseguia conquistar essa mulher. Foi uma fase difícil. Mas, não que tenha sido das piores, também teve muita coisa boa, fui viajar para a Noruega e Suíça nesse período. Depois de cerca de 6 meses (bom, nessa época eu já estava com 7 meses de intercâmbio) resolvi que não iria mais conseguir ficar lá. E pedi para mudar de família. Foi nesse momento que tive uma ótima noticia, entrei em contato com a minha família anterior (a que eu fiquei apenas um mês), e perguntei se eles poderiam me receber pelo restante do meu ano, e eles responderam que sim. Sendo que o intercambista anterior, o americano, já tinha ido embora.

De volta a família “Pfeffer” completei meu ano de intercâmbio. Onde nesses últimos meses fui muito feliz ao lado deles, e tenho contato até hoje. Por sinal, ano passado fui fazer um mochilão pela Europa, e fui visita-los, me emocionei ao ver meu hostfather abrindo os braços para me dar um abraço quando me viu, nossa, da até um negócio de lembrar.

Família Pfeffer !!
                                    

Amanda = Au pair = USA = 1 ano longe de mim (rs)

Quando a Amanda me falou sobre o interesse dela em morar um ano fora, eu fiquei muito contente, eu não esperava que ela tivesse essa vontade. Desde o começo eu a apoio em fazer essa jornada tão rica de experiência e aprendizado de vida.

Como comentado anteriormente, eu vivi muitos momentos bons e momentos tristes, mas independente de qualquer coisa, consigo tirar algum aprendizado de cada um deles, e todos esses aprendizados me tornaram uma pessoa melhor, me fizeram enxergar que o mundo é muito maior do que podemos imaginar, que as culturas são muito mais diferentes do que vemos na TV, e que viver essas culturas não é fácil e nem é para qualquer um.

Esse ano fora do Brasil vai transformar a Amanda que eu conheço, mas isso para melhor. Ela e vocês que estão lendo esse post, vão voltar pessoas totalmente diferentes. Em quanto às pessoas aqui no Brasil vão dar apenas um passo para seus respectivos crescimentos, vocês darão um salto enorme.

Eu vou sentir muita falta dela, do carinho dela, das atrapalhadas dela, de tudo, mas sei que ela estará longe por um ótimo motivo.

Conclusão e dicas:

A Amanda participa de todos os blogs que existem no mundo que falam sobre Au Pair (e eu não estou exagerando rs), e ela me conta muitas histórias sobre meninas que tem dificuldade de ter o “aval” da família. Não quero ir contra a opinião das famílias, até porque, me colocando no lugar de algumas, o apoio da família sempre é bom. Mas, entendam que o intercâmbio é uma experiência de vocês, vocês vão viver isso, e não a família de vocês. Essa é uma experiência única na vida, acho que nada vai trazer a vocês tanto conhecimento e crescimento. Briguem (de forma positiva) pelos sonhos de vocês, não deixem que ninguém (muito menos um namorado) impeça vocês de crescer e se desenvolver.

Não pensem que o intercâmbio será as 1000 maravilhas (se você for MUITO sortuda será algo perto disso), você encontrara problemas, encontra desafios. Vocês encontraram pessoas do bem que vão querer ajudá-las, e pessoas do mau que tentaram prejudicá-las. Mas tente tirar de cada momento algo de bom, um aprendizado para levar para a vida.

Tire MUITAS fotos, tire foto de tudo e de todos, tire foto da sua hostfamily, da sua cidade, dos seus amigos, das paisagens, das casas, enfim de tudo, pois isso será uma lembrança que você irá levar para o resto da vida, são momentos únicos que infelizmente não voltaram mais.

NÃO FALEM PORTUGUÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Na época que eu fui viajar, existia apenas o Orkut, e eu nem era assim tão chegado, mas hoje com esse Facebook, é muito fácil que entrem em contato co vocês. ESQUEÇAM O BRASIL (lógico, não a sua família) pois isso fará você ter uma melhor imersão no idioma e na cultura. Não fiquem querendo saber quem beijou quem, quem ta saindo com quem, cuidem da vida e do intercâmbio de vocês. NÃO FIQUE PERTO DE BRASILEIROS (pelo menos até aprender bem o idioma) não adianta, se você estiver com um brasileiro por perto, você vai falar português, é quase que inevitável. APROVEITEM CADA MOMENTO, esse talvez seja o conselho mais valioso, não deixem de ir fazer um passeio porque fulano de tal não vai, ou conhecer um lugar novo porque o tempo esta feio, tenham em mente que oportunidades espetaculares apareceram em muitos momentos, basta vocês enxergarem do modo certo.
                                             

Evite de dizer “NÃO” (ok eu exagerei um pouco, mas analisem bem a situação), aqui no Brasil as vezes o dizemos sim quando queremos falar não e vice-versa, lá fora, sim é sim e não é não, então se te oferecerem algo, dificilmente será por educação, provavelmente eles realmente vão querer sua presença ou querem que você faça parte de algo. Lá fora, se eles não quiserem oferecer um pedaço do chocolate ou mesmo convidar para sair eles não vão fazer isso, e nem ficaram com remorso. Então, uma vez dito não, vai ser difícil voltar atrás.




NÃO SE ATRASEM!!!!!!!!! Pelo menos na Alemanha era assim, no ponto de ônibus havia o informativo dos horários que ele iria passar lá, exemplo 14:27. Se eu chegasse às 14:28, eu iria ver o ônibus virando a esquina e indo embora. E também, é muito desagradável deixar alguém esperando.


                                        
BOM BOM BOM!!!!! Acho que escrevi de mais!!!!!!

Enfim, se você foi muito paciente e leu até o final (parabéns, se fosse eu, não iria ter saco para ler), espero que essas palavras e conselhos de alguma forma tenham ajudado.

Desejo a todas que tudo corra muito bem durante a Au Pair de vocês!
Um grande beijo.
E qualquer duvida é só deixar um recado ai em baixo!!!
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